quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cadê o blog?

Muita gente está se perguntando: o que aconteceu ao blog "Trama de Letras"? Sumiu, acabou, parou de ser escrito? Naaaão! O que aconteceu foi o casamento. Meu casamento. Sim. Casei em 20 de agosto de 2016. E os últimos 7 meses foram os mais malucos e movimentados da minha vida.


Imagine assim: uma pessoa de mais de trinta anos, com dois filhos da primeira união, que mora na casa dos pais, que trabalha, estuda, tenta escrever um blog e colher material para o mesmo, que passou por uma cirurgia e mais outra cirurgia da filha depois de um mês, compra de um apartamento, compra de todos os móveis dele, organizar sozinha, apenas com a ajuda de alguns familiares, uma cerimônia religiosa e uma festa de casamento criativa, com um baixo orçamento...sim, foi isso que aconteceu nos últimos sete meses, de maneira beeeem resumida.


Será que a criatividade de alguém suporta tanto? Eu achava que sim, que nada me impediria de escrever no blog. Ou de ler meus livros e ver os filmes e séries que tanto gosto, ou de acompanhar meus canais prediletos no YouTube. Mas impediu.


Sete meses depois estou avaliando os danos:


- sete meses sem postar no blog
- sete meses sem ler um livro novo
- sete meses sem acompanhar diariamente meus canais prediletos no You Tube
- sete meses sem dormir direito, sem marcar direito minhas contas no meu app de finanças, sem guardar e organizar cada coisa que chega à minha mão, sem visitar ou marcar algum passeio com amigos...


Foi isso mesmo. Sete meses de loucura e de um assunto único: casamento. Vestido de noiva, noivado, aliança, enfeites da festa, comida, tipo de cardápio, buffet, cores da decoração, playlist da festa...Entrei até num grupo de casamento no face, e minha amiga me tornou administradora...rsrsrs. Também, aprendi tanto sobre organização de casamento que já poderia trabalhar como cerimonialista, organizadora de casamentos, rs. Bom, continuo postando nesse grupo minhas experiências e ajudando as noivinhas, sobre a vida de recém casada e as novas descobertas. Acabou se tornando algo que quero continuar fazendo.


Como veem, minha inspiração nesses sete meses foi apenas para o casamento. Quase criei um blog sobre o assunto rsrsrs.


Mas enfim, depois de todo esse tempo de afastamento, o blog volta à ativa. Obrigada pela amizade de todos vocês e por me acompanharem. Abraço a todos!

terça-feira, 1 de março de 2016

Por que o Brasil não vai pra frente? Será que a culpa é mesmo dos políticos?

Sabe porque o Brasil não vai pra frente? Não é a Dilma e nem os políticos. É por causa do povo e suas pequenas corrupções. Brasileiro acha lindo levar vantagem. Dar calote, sair sem pagar. Conta vantagem pra todo mundo porque o coitado do caixa da padaria deu troco a mais pra ele e a coca saiu de graça. Pega no chão uma carteira que pode ser identificada, leva o dinheiro e joga a carteira na rua. Não pensa na dor de cabeça de quem perdeu seus documentos e dinheiro. Empresta dinheiro do amigo e não paga. E se é cobrado fala pra todo mundo que o amigo é ruim, que não tem misericórdia. E o pior é que o sem vergonha que emprestou e não pagou ainda gasta dinheiro em supérfluos na frente do amigo e ainda ri da cara dele. "Me cobrou? Não quero mais amizade!". Ingratidão. Hipocrisia.

No Brasil esse tipo de atitude é premiada. "Meu filho é esperto! Parabéns! Trocou a etiqueta do produto na loja e pagou mais barato. Puxou ao pai!" Coitado. Puxou mesmo. A um pai desonesto que nunca terá paz para dormir. Ou terá, porque esse tipo de pessoa sem escrúpulos não tem consciência pesada. Aliás, acho que nem consciência tem.

Recentemente vendo um vídeo no canal Cadê a chave, Nilce e Leon falavam sobre isso. Como o brasileiro premia a atitude corrupta. E como lá no Canadá isso é condenado. As pessoas confiam umas nas outras. Porque ninguém quer passar o outro para trás. A atitude de corrupção é condenada. Gozado né? Lá o país se desenvolve e cresce tanto! Por que será?

Tento ver uma explicação histórica. Como esse país começou? Indígenas moravam aqui. Portugueses e espanhóis chegaram. Colonizaram? Não diria isso. Diria que fizeram deste país um depósito de pessoas da pior espécie. Aqui era um exílio para os marginais, ladrões, assassinos. Tudo que era porcaria mandavam pra cá. Assim não tinham que lidar com cadeia, sustentar preso e vagabundo. E dessa base linda se formou nosso país.

Ainda bem que depois vieram os imigrantes de várias partes do país. Com princípios retos, pessoas honestas, trabalhadoras. Sei que caráter não se define por genética (será?). Mas a criação, mesmo não sendo o fator principal, influencia. E muito. Apesar de saírem boas pessoas de lugares ruins e vice versa, como vemos todos os dias e Suzane Richtoffem é um exemplo vivo disso, ainda vemos uma predominância dos filhos que seguem os pais. Que se contaminam com o ambiente nocivo.

Pensando em tudo isso, pode esse país crescer? Tenho minhas dúvidas. Não consigo acreditar nisso. Apenas faço minha parte, ajo de acordo com os princípios que tenho em mim. E procuro conscientizar os que estão perto. Não sou perfeita. Mas tento a cada dia ser melhor. E que cada brasileiro também tente.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ter uma vida "flat" ou se indignar? Qual o melhor caminho para o crescimento?


O que me faz criar? Qual o "start" para um novo texto? Me perguntando isso hoje, e revisando meus textos do blog, percebi que o meu maior combustível é a indignação. Ela me faz pensar, criar, escrever. Quando fico realmente indignada, logo quero ir para o computador falar sobre o assunto.


Mas por que não escrevo quando estou feliz? Por que a felicidade não é combustível para novas ideias e textos? Talvez uma resposta seja: felicidade não movimenta o homem. O ser humano é inquieto por natureza. Ele quer ter um problema. Isso mesmo! O ser humano é movido à problemas.


Imagine uma pessoa feliz. Ou pelo menos satisfeita com sua vida. Ele acorda todos os dias cedo, vai pro trabalho, faz seu serviço, volta pra casa. Toma seu banho, come uma comida feita por sua esposa atenciosa. Depois senta em frente à TV, conversa com a família, e vai dormir. Aos finais de semana vai passear. Ou descansar em casa, visitar um parente, fazer um churrasquinho na chácara ou no quintal de casa. Quais as aspirações desse indivíduo?


Te digo quais são: continuar assim. Essa vida pra ele é satisfatória. Para que se esforçar mais e fazer cursos? O seu salário está bom. Sua novela chega todos os dias no mesmo horário. Sua esposa parece satisfeita (parece). Seus filhos vão bem na escola e um dia terão um emprego como o dele. Sua diversão é comprar uma costela e assar. Ele não tem sonhos maiores ou desejos. Já tem sua casinha, seu carro popular.


Esse é um indivíduo acomodado. Seus problemas são básicos. Talvez uma doença na família ou um desemprego mexam com ele um pouco. Mas é só ter a resolução que ele volta para essa mesma vida. Vida "flat". Um indivíduo assim não tem aspirações. Suas reclamações se limitam aos que estão próximos a ele e que, como ele, nada fazem para modificar as coisas. E por que um indivíduo assim escreveria um texto ou teria uma atitude real para mudar alguma coisa?


Agora imagine um sujeito inquieto. Não que ele seja infeliz, mas simplesmente ele não aceita o que está posto à sua frente. Ele quer mais. Ele sabe que tem direito à mais que isso. Mas ele não fica parado. Decide agir. Escreve um artigo, estuda, procura coisas diferentes, ensina. Esse indivíduo não é passivo. Não é mero consumidor de conteúdos. Ele é criador. Formador de opinião. E não subestime o poder de um formador de opinião!


E agora pensando nesses dois tipos de pessoa: qual delas pode fazer uma mudança real? Qual delas escreveria um texto? Nem preciso responder. Imagine um texto do senhor-satisfeito-com-sua-vida:


"MINHA vida é boa. Tenho MINHA casa. MEU carro. MINHA família está sempre comigo nos MEUS momentos mais importantes. Não penso em mudar nada. Importante é MINHA vida estar bem. O governo está ruim? Mas EU não tenho passado dificuldade. O vizinho está com problemas? EU não tenho nada a ver com isso. Por que eu estudaria? Isso cansa. Prefiro ver MINHA TV a noite, passear. Não quero mudar nada. Está tudo bom".


Argh. Bem individualista. Egocêntrico. Passivo.


Agora o texto do inquieto, do indignado:


"Minha vida não é ruim. Tenho um emprego e uma casa. Mas sei que POSSO MELHORAR. Não aceito ver toda essa situação injusta no mundo. Creio que todos precisamos trabalhar para isso. Tem um curso novo? Se isso vai ajudar a dar mais qualidade ao meu trabalho e me diferenciar, vou fazer. Apenas ver TV? Não! Quero escolher o que assistir. Será que minha esposa está feliz? Preciso conversar com ela, com meus filhos. Se puder fazer algo para que fiquem felizes, farei. Aliás, estou me inscrevendo num novo curso, e minha esposa vai fazer uma aula que gosta muito: finanças. Ela me disse ontem que se sente feliz ao meu lado e que juntos poderemos transformar nossa vida em algo melhor do que já é. O que tenho é bom. Mas pode ser ainda melhor se eu lutar".


O indignado escreve. Lê. Opina. Faz. Transforma. Cria. É ele que muda algo, que inspira. O acomodado "feliz", na verdade, não vê os outros. Só a si. Por isso vou continuar me indignando. Continuar me movendo. Estudando. Criando. Creio que estou muito longe do patamar de especialista em algo. E creio que nunca chegarei a isto plenamente. Ninguém chegará. Porque essa á a delícia do mundo. O aprendizado constante. A delícia do mundo é se indignar. E ficar feliz com a resolução. Ou não. Nem todas as nossas indignações podem ser resolvidas. E esse combustível, esse impulso é o que transforma água em vinho.





sábado, 12 de dezembro de 2015

Tv calórica

Falam que TV e computador engordam. Quando eu era criança eu assistia TV e não era gorda. Mas, a diferença é que tínhamos algo que elas não tem hoje: atividade física gratuita.


Podíamos brincar na rua, no quintal... passar o dia ou as férias nos avós... os pais não trabalhavam tanto quanto agora... Enfim, hoje as ruas não são seguras. Muitos moram em apartamentos, ou tem um pequeno quintal porque subiu muito o valor das casas. Os avós trabalham porque a aposentadoria não mantem o padrão de vida que levavam. Todo mundo está sempre cansado e atarefado. Mães não passam mais o dia em casa com os filhos, precisam ajudar o pai nas despesas, ou são arrimo de família. E a maioria dos passeios de agora, que eles querem, são pagos.


E aí? Quais as opções que os pais tem? Porque não dá pra ir todo dia fazer atividade com eles ou passear. Também não dá pra deixar eles sem fazer nada o dia todo enquanto os pais trabalham. Os pais não conseguem sempre  ir buscar e levar um amiguinho pra passar o dia junto.


E o tempo pra dar uma alimentação saudável? Para cozinhar opções que a criança possa comer sem reclamar dos legumes? E sim, 99% das crianças reclamam de comer legumes e verduras in natura. Totalmente normal. Aos poucos isso muda. Criança que quer brócolis como a da propaganda é raro. Os meus comeram de tudo até se entenderem por gente. Depois vem a personalidade de cada um que vai determinando suas escolhas pela vida. O mais velho sempre comeu de tudo. A mais nova, tem um gosto limitado. Como eu também tinha e hoje aumentei muito o meu repertório de sabores.


A verdade? Cada um tem que cuidar de sua vida. Porque quem sabe o que acontece no seu quintal é só quem come junto um pacote inteiro de sal, como nossos avós diziam.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Gastembro x Pobreiro

Mais um dezembro que chega. Não gosto de dezembro. Devia chamar "Gastembro". Podem dizer pra mim: nossa, que pessoa estraga prazeres! Mas eu realmente não gosto de dezembro. Tirando, claro, o aniversário do meu Senhor. Fora isso...

Dezembro tem amigo secreto. Eu adoro, mas tenho que comprar três presentes em cada um que vou.

Dezembro tem confraternizações. Comprar o que for consumir, gastar na pizzaria, no restaurante...

Dezembro tem formatura. Comprar roupa nova pra família toda.

Dezembro tem Natal e ano novo. Nesse ponto aqui converge tudo: presentes pra todos, comida, e roupas pra família.

Só até aqui o salário e o décimo terceiro já ficam comprometidos.

Além disso tudo, dezembro tem final de semestre nas escolas, reuniões, apresentações.

Dezembro também tem muita correria pra resolver tudo antes do recesso. Corre se quer transferir um veículo ou fazer qualquer coisa no Poupatempo.

Nosso Gastembro está pior a cada ano. Não temos tempo, temos que ir a muitas festas (nem todas são legais) e temos que gastar tudo o que temos, sofrendo depois no Mês "Pobreiro", ou Janeiro se preferirem que é o mês onde o assalariado da classe C, D e E, tem que esticar o orçamento pra compensar tudo o que usou no Gastembro.

É pra rir ou pra chorar? Quem quiser me provar o contrário, diga agora! Aceito oposições com bons argumentos!

Bom Gastembro pra todos, mas ajam com equilíbrio pra não ter um Pobreiro, mas um Janeiro.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

A minha raça é a humana!

Preenchendo uma ficha de autorização para a escola de minha filha me deparo com o seguinte campo: RAÇA. Confesso que isso me incomodou demais. Raça? Como assim? Ser Humano já não basta? Juro que me senti nesse momento como um Poodle. Agora minha filha tem que ter raça? E quem serão os vira-latas? A minha vontade foi a de responder uma das seguintes alternativas:

1- Poodle;
2- Homo Sapiens Sapiens.

Sim, por que dizer que o branco é uma raça diferente do negro ou do índio, do japonês, não me desce. Ou seja, somos espécie humana, e temos cada um uma raça diferente? Isso me incomodou demais. 

Tudo isso tem um sentido tão amplo que me levou à uma pesquisa aprofundada sobre o tema.



Encontrei que nos documentos oficiais é pedido que a pessoa se denomine com alguma "raça" ou "cor", para fins de diminuição da desigualdade social e do racismo. Que para fins políticos e de proteção dos menos favorecidos, precisam saber quem são as pessoas que estão tendo maiores necessidades, que estão tendo menos acesso aos benefícios oferecidos aos demais.

Inclusive encontrei um site, da Ciência Hoje, cujo link coloco ao final, que mostra o quanto a comunidade científica se incomoda com esse tipo de colocação. Será que isso promove a igualdade ou a desigualdade social? Será que a natureza humana deve se curvar sempre às demandas da política?

Enfim, a discussão é longa e quem quiser pode dar uma olhadinha no artigo do link que passei. Mas o que eu, como simples cidadã brasileira posso dizer, é que classificar seres humanos em "raças" é mais discriminatório do que simplesmente perguntar qual a sua cor. A minha cor é fato visível. Não é constrangedor dizer que cor eu tenho. Mas raça...ah isso ficou engasgado.

Créditos:

Qual a sua raça/cor?

Obrigatoriedade de responder a essa pergunta na Plataforma Lattes provoca indignação em parte da comunidade científica e renova a discussão sobre a ideia de raça e políticas afirmativas.
Por: Sofia Moutinho
Publicado em 13/05/2013 | Atualizado em 19/05/2013
 

 

Loja sem preço= boutique gourmet

Passando por uma loja vejo um lindo vestido na vitrine. Lindo não! Ma-ra-vi-lho-so! Como não tem o preço na vitrine, entro decidida e cega pela beleza da peça e logo pergunto para a vendedora o preço. Que susto! O vestido é muito mais caro do que eu imaginava, totalmente fora do meu orçamento de classe média. Segundos constrangedores se seguem. E agora, o que dizer? Nisso a moça já está toda animada, querendo saber meu tamanho, ver se eu quero provar. E logo me sugere uns acessórios que cairiam bem com ele. Ainda em choque, não sei o que dizer. Corro dali e não digo nada? Digo que outra hora eu volto pois estou com pressa? Experimento e digo que não ficou bom?



Agora me pergunto, a crise existe de fato, mas porque tantas lojas fecham e outras ficam de pé? Não sou especialista em marketing mas me considero uma consumidora experiente e exigente. Não digo que é apenas por isso, mas PORQUE NÃO COLOCAM O PREÇO NA VITRINE?

Parece que não colocar o preço dá um status de "boutique" à loja. De simples loja de roupas ela passa a ser uma loja "gourmet". Mas o fato é que a grande maioria das pessoas deixa de comprar em uma loja, de pedir uma pizza, de fazer um curso, se o preço não é informado na vitrine, panfleto ou por telefone. Que coisa mais chata ligar numa escola de inglês e ter como resposta: venha aqui que vamos lhe mostrar nossos planos. Ah sim. Me espere, mas espere sentado porque o seu concorrente me passou o preço e ainda me deu as várias vantagens sem que eu tenha que perder tempo ou gastar combustível.

E não me digam que só as lojas populares fazem isso porque não é verdade. Canso de andar pelos shoppings e vejo lojas de grife com os preços. Acredito que isso economiza um tempo bárbaro do consumidor que só entra se puder pagar e dos vendedores, que só vão atender pessoas que estão realmente inclinadas a gastar nessa loja.

Não sou economista, nem trabalho com administração do tempo. Mas se houver coisas que facilitem nossa vida para termos tempo para nós mesmos, ah garanto que a grande maioria vai querer isso. E que essas coisas tenham o preço bem visível!