sábado, 12 de dezembro de 2015

Tv calórica

Falam que TV e computador engordam. Quando eu era criança eu assistia TV e não era gorda. Mas, a diferença é que tínhamos algo que elas não tem hoje: atividade física gratuita.


Podíamos brincar na rua, no quintal... passar o dia ou as férias nos avós... os pais não trabalhavam tanto quanto agora... Enfim, hoje as ruas não são seguras. Muitos moram em apartamentos, ou tem um pequeno quintal porque subiu muito o valor das casas. Os avós trabalham porque a aposentadoria não mantem o padrão de vida que levavam. Todo mundo está sempre cansado e atarefado. Mães não passam mais o dia em casa com os filhos, precisam ajudar o pai nas despesas, ou são arrimo de família. E a maioria dos passeios de agora, que eles querem, são pagos.


E aí? Quais as opções que os pais tem? Porque não dá pra ir todo dia fazer atividade com eles ou passear. Também não dá pra deixar eles sem fazer nada o dia todo enquanto os pais trabalham. Os pais não conseguem sempre  ir buscar e levar um amiguinho pra passar o dia junto.


E o tempo pra dar uma alimentação saudável? Para cozinhar opções que a criança possa comer sem reclamar dos legumes? E sim, 99% das crianças reclamam de comer legumes e verduras in natura. Totalmente normal. Aos poucos isso muda. Criança que quer brócolis como a da propaganda é raro. Os meus comeram de tudo até se entenderem por gente. Depois vem a personalidade de cada um que vai determinando suas escolhas pela vida. O mais velho sempre comeu de tudo. A mais nova, tem um gosto limitado. Como eu também tinha e hoje aumentei muito o meu repertório de sabores.


A verdade? Cada um tem que cuidar de sua vida. Porque quem sabe o que acontece no seu quintal é só quem come junto um pacote inteiro de sal, como nossos avós diziam.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Gastembro x Pobreiro

Mais um dezembro que chega. Não gosto de dezembro. Devia chamar "Gastembro". Podem dizer pra mim: nossa, que pessoa estraga prazeres! Mas eu realmente não gosto de dezembro. Tirando, claro, o aniversário do meu Senhor. Fora isso...

Dezembro tem amigo secreto. Eu adoro, mas tenho que comprar três presentes em cada um que vou.

Dezembro tem confraternizações. Comprar o que for consumir, gastar na pizzaria, no restaurante...

Dezembro tem formatura. Comprar roupa nova pra família toda.

Dezembro tem Natal e ano novo. Nesse ponto aqui converge tudo: presentes pra todos, comida, e roupas pra família.

Só até aqui o salário e o décimo terceiro já ficam comprometidos.

Além disso tudo, dezembro tem final de semestre nas escolas, reuniões, apresentações.

Dezembro também tem muita correria pra resolver tudo antes do recesso. Corre se quer transferir um veículo ou fazer qualquer coisa no Poupatempo.

Nosso Gastembro está pior a cada ano. Não temos tempo, temos que ir a muitas festas (nem todas são legais) e temos que gastar tudo o que temos, sofrendo depois no Mês "Pobreiro", ou Janeiro se preferirem que é o mês onde o assalariado da classe C, D e E, tem que esticar o orçamento pra compensar tudo o que usou no Gastembro.

É pra rir ou pra chorar? Quem quiser me provar o contrário, diga agora! Aceito oposições com bons argumentos!

Bom Gastembro pra todos, mas ajam com equilíbrio pra não ter um Pobreiro, mas um Janeiro.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

A minha raça é a humana!

Preenchendo uma ficha de autorização para a escola de minha filha me deparo com o seguinte campo: RAÇA. Confesso que isso me incomodou demais. Raça? Como assim? Ser Humano já não basta? Juro que me senti nesse momento como um Poodle. Agora minha filha tem que ter raça? E quem serão os vira-latas? A minha vontade foi a de responder uma das seguintes alternativas:

1- Poodle;
2- Homo Sapiens Sapiens.

Sim, por que dizer que o branco é uma raça diferente do negro ou do índio, do japonês, não me desce. Ou seja, somos espécie humana, e temos cada um uma raça diferente? Isso me incomodou demais. 

Tudo isso tem um sentido tão amplo que me levou à uma pesquisa aprofundada sobre o tema.



Encontrei que nos documentos oficiais é pedido que a pessoa se denomine com alguma "raça" ou "cor", para fins de diminuição da desigualdade social e do racismo. Que para fins políticos e de proteção dos menos favorecidos, precisam saber quem são as pessoas que estão tendo maiores necessidades, que estão tendo menos acesso aos benefícios oferecidos aos demais.

Inclusive encontrei um site, da Ciência Hoje, cujo link coloco ao final, que mostra o quanto a comunidade científica se incomoda com esse tipo de colocação. Será que isso promove a igualdade ou a desigualdade social? Será que a natureza humana deve se curvar sempre às demandas da política?

Enfim, a discussão é longa e quem quiser pode dar uma olhadinha no artigo do link que passei. Mas o que eu, como simples cidadã brasileira posso dizer, é que classificar seres humanos em "raças" é mais discriminatório do que simplesmente perguntar qual a sua cor. A minha cor é fato visível. Não é constrangedor dizer que cor eu tenho. Mas raça...ah isso ficou engasgado.

Créditos:

Qual a sua raça/cor?

Obrigatoriedade de responder a essa pergunta na Plataforma Lattes provoca indignação em parte da comunidade científica e renova a discussão sobre a ideia de raça e políticas afirmativas.
Por: Sofia Moutinho
Publicado em 13/05/2013 | Atualizado em 19/05/2013
 

 

Loja sem preço= boutique gourmet

Passando por uma loja vejo um lindo vestido na vitrine. Lindo não! Ma-ra-vi-lho-so! Como não tem o preço na vitrine, entro decidida e cega pela beleza da peça e logo pergunto para a vendedora o preço. Que susto! O vestido é muito mais caro do que eu imaginava, totalmente fora do meu orçamento de classe média. Segundos constrangedores se seguem. E agora, o que dizer? Nisso a moça já está toda animada, querendo saber meu tamanho, ver se eu quero provar. E logo me sugere uns acessórios que cairiam bem com ele. Ainda em choque, não sei o que dizer. Corro dali e não digo nada? Digo que outra hora eu volto pois estou com pressa? Experimento e digo que não ficou bom?



Agora me pergunto, a crise existe de fato, mas porque tantas lojas fecham e outras ficam de pé? Não sou especialista em marketing mas me considero uma consumidora experiente e exigente. Não digo que é apenas por isso, mas PORQUE NÃO COLOCAM O PREÇO NA VITRINE?

Parece que não colocar o preço dá um status de "boutique" à loja. De simples loja de roupas ela passa a ser uma loja "gourmet". Mas o fato é que a grande maioria das pessoas deixa de comprar em uma loja, de pedir uma pizza, de fazer um curso, se o preço não é informado na vitrine, panfleto ou por telefone. Que coisa mais chata ligar numa escola de inglês e ter como resposta: venha aqui que vamos lhe mostrar nossos planos. Ah sim. Me espere, mas espere sentado porque o seu concorrente me passou o preço e ainda me deu as várias vantagens sem que eu tenha que perder tempo ou gastar combustível.

E não me digam que só as lojas populares fazem isso porque não é verdade. Canso de andar pelos shoppings e vejo lojas de grife com os preços. Acredito que isso economiza um tempo bárbaro do consumidor que só entra se puder pagar e dos vendedores, que só vão atender pessoas que estão realmente inclinadas a gastar nessa loja.

Não sou economista, nem trabalho com administração do tempo. Mas se houver coisas que facilitem nossa vida para termos tempo para nós mesmos, ah garanto que a grande maioria vai querer isso. E que essas coisas tenham o preço bem visível!



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Conto: Osvaldotimista e Pepessimista.

Após vários anos, dois amigos se reencontram. E acontece a tradicional conversa de como você está, o que anda fazendo, e a família...

- Pepessimista!!!!
- Osvaldotimista.
- Quanto tempo meu amigo! Você está tão bem!
- Não posso dizer o mesmo a você, amigo, te achei muito diferente.
- O velho Pepe de sempre. Cheio de piadinhas. E me conte, como anda sua esposa?
- Ah, nada bem amigo. Ela passou por um mau bocado. Teve uma lesão na perna, e está fazendo fisioterapia. Mas está tão demorado! Em seis meses ela apenas conseguiu andar lentamente. Que absurdo!
- Amigo Pepe, veja o lado bom! Em tão pouco tempo ela já pode andar! Com o tempo estará andando mais rápido. O importante é que vai andar!
- Ah sim amigo, mas estou gastando um dinheirão com essa fisioterapia. E isso que minha empresa me paga 70%. Ah não, este pessoal pensa que temos dinheiro sobrando.
- Mas Pepe, imagine se você fosse pagar tudo do seu bolso? Agradeça que te ajudam. Tem empresa que nem quer saber de nada!
- Pode ser...mas com essa crise, a cada dia está mais difícil. Sabe, os dias estão piores, o mercado está mais caro, a água do mundo acabando...Olha amigo, acho que o mundo está perdido mesmo. Está acabando. O melhor a se fazer é se conformar. Lutar por quê?
- Amigo, essa crise vai passar. O importante agora é nos adaptarmos, frearmos o consumo exagerado, procurar não fazer dívidas. E economizar água. Mas te digo que isso tudo deve ser feito não apenas em tempo de crise, amigo. Mas sempre!
- Entendo. E como está sua esposa?
- Ah, está ótima meu amigo. Também passou por um problema sério: câncer de mama. Mas ela lutou bravamente. Tinha esperanças todos os dias e se mantinha firme no tratamento. Foram dois anos de luta. Mas ela venceu, Nós vencemos. Agradecemos todos os dias pela saúde dela.
- Nossa amigo, e ela não entrou em depressão? Puxa, dois longos anos sofrendo com quimioterapia? Ah não, eu acho que teria ficado em depressão. Não sei se teria forças. Coitado de você amigo. A vida é muito difícil mesmo...
- Amigo, eu só tenho o que agradecer! Ela teve o câncer, mas tivemos os melhores e mais educados médicos. Trataram minha esposa com todo o cuidado. Retiraram o seio afetado pelo câncer, mas ela está viva!!! E que maravilha é ter minha amada ao meu lado.
- Coitada! Ela tá sem um seio e você ainda agradece? Isso é uma desgraça, isso sim!
- Não, Pepe. Isso é uma benção. Ela está viva. Sem um pedaço de seu corpo? E daí? Minha querida está comigo.
- Entendo. Bom Osvaldo, vou indo que estou atrasado. A porcaria do meu carro quebrou de novo. Vou ter que pegar ônibus. Uma droga.
- Bom, pelo menos você tem carro para consertar não é mesmo? O meu foi roubado. Ando de ônibus todos os dias, pois não tinha seguro. E sabe o que é o melhor? Minha saúde melhorou, não enfrento mais trânsito. Até estou caminhando alguns dias. Não queria que roubassem meu carro. Mas teve o lado bom.
- Ai, amigo Osvaldo. Você é um otimista incorrigível. Enxerga sempre algo bom nas situações.
- Tente agir assim amigo Pepe. Mude de opinião, mude o ângulo de visão. Mude. Sempre que você pensar em reclamar, ache uma coisa que poderia ser boa nessa situação. Antes de condenar, pense o que aquilo está te trazendo de bom. Mude amigo. Seja positivo!
- Não sei não amigo...acho que pensar positivo não dá nada certo... o mundo é ruim. As pessoas são ruins. Não existe a tal esperança.
- Enfim, espero que tente. Vamos nos encontrar mais vezes! É ótimo relembrar o passado! Abraço amigo!!!
- O passado...uma porcaria meu passado. E acho que meu futuro será do mesmo jeito...
- E o meu será maravilhoso! Adeus amigo. Tente mudar!

E assim, cada um segue seu rumo. Direções opostas. Pensamentos opostos. O otimista em sua vida simples. Mas feliz. O pessimista chorando de barriga cheia. Não, Pepe, não é o mundo que está errado. Mas a visão dele. Seja feliz!




segunda-feira, 13 de julho de 2015

Escrever um livro e tecer uma trama: o caminho é melhor que a chegada!

Escrever um livro é como tecer uma trama. Com paciência, calma e riqueza de detalhes. Diferente do tal poder de síntese exigido no vestibular: "Menina, resuma melhor sua ideia! Lembre-se que terá apenas 25 a 30 linhas para discorrer sobre o assunto! Sintetize!!!" E assim passamos três anos de preparatório escutando a mesma história. 

O poder de síntese pode ser muito bom no dia-a-dia. Como é complicado quando vem um "ser" e começa a contar aquelas histórias intermináveis de assaltos, homicídios, fim do mundo e fofocas da vida dos outros com riqueza de detalhes. Ele quer ser o narrador onisciente da história. Saber até os pensamentos dos envolvidos. 

Muito diferente disso é escutar as deliciosas histórias de nossos pais e avós. Como o tempo é bem aproveitado, como aprendemos com elas! Essas sim mereceriam não 25 a 30 linhas, mas um capítulo inteiro de um livro! 

Para tecer uma trama é necessário conhecimento técnico. Entender como a trama se forma. Saber utilizar os materiais necessários. Ter senso estético para criar algo bonito. Fazer com paciência, revisar o trabalho feito constantemente. Ter amor e prazer no que faz, para que quem receba o presente possa ver o capricho. 



Escrever um livro não é muito diferente. E não é para poucos habilidosos. É para os corajosos. Começa-se sentando e imaginando a história. Começo, meio e fim. Anotando tudo. Organizando em capítulos. E depois, a parte mais difícil: escrever. Contar a sua história sem sintetizar. Passar ao leitor os sentimentos da personagem. Que ele sinta o perfume ou o sabor, apenas com suas palavras. Escrever devagar, com calma. Demore uma semana ou um ano. Pois o mais gostoso de tecer uma trama é durante. O melhor de viajar, é o caminho. 

Obs: Aprendi algo importante com esse texto: nunca mais escrever direto na página do blogger. Procurar escrever no word, ou no papel. Ou então ir copiando o texto durante a escrita, por várias vezes. Eu perdi a primeira versão do meu texto. Tentei recriá-lo. Mas ficou muito menos inspirado. O primeiro me maravilhou. Este segundo me fez sentir mais como a redação de vestibular. Por isso, mas uma dica aos escritores: caderno sempre à mão. A primeira ideia é a melhor. A mais inspirada. Depois que ela se perde...o encanto da primeira escrita vai junto...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mulher Maravilha ou Mary Poppins? Os Super Poderes femininos

Por esses dias participei de um mini curso interessantíssimo chamado: "Administração do tempo". E, após escutar a palestrante realizei que, diferente do que eu pensava, eu até que organizo bem meu tempo.

Aliás, a Mulher Maravilha perderia para mim. Ou a Supergirl. Acredito que essas heroínas correm muito. Trabalham em sua vida normal, cuidam de casa e ainda combatem o crime. Mas, a diferença delas para mim e outras milhões de mulheres mundo afora, é que nós temos filhos. E outras tantas tem marido. Pelo que sempre vejo essas duas super mulheres nem namoram.



Super força, avião invisível, poder de voar, não me seriam úteis. Bem talvez apenas o poder de voar. Fugiria todos os dias do trânsito. Mas os poderes que eu queria mesmo era o da super velocidade, como o Flash, ou o de diminuir a velocidade do tempo. Ajudaria muito o poder de arrumar tudo rapidinho como a Mary Poppins, que nem heroína é mas que eu era louca para encontrar quando criança e pedir para que me ajudasse a arrumar o quarto.

Queria ainda o poder de me multiplicar. Enquanto eu ia ao mercado, a outra "eu" limpava a casa, a outra trabalhava e uma terceira estudava uma segunda faculdade que quero tanto fazer. E ainda iria mais uma pro Pilates e depois ajudaria as crianças na tarefa de casa.

O poder de cura também me seria útil. Evitaria as horas que constantemente perco no Pronto Atendimento, ou as picadas de insulina diárias da minha filha.

Pensando bem, acho até que tenho esses superpoderes. Com meus aplicativos de agenda, consigo levar as crianças na escola, arrumar o quarto, fazer Pilates, trabalhar e escrever no blog. E ainda passear de vez em quando. E com meu carro, me torno super veloz para chegar rápido aos lugares e me arrumar em cinco minutos. Só não achei ainda uma solução para a faculdade. Esse super poder ainda não tenho.